Resenha: Game of Thrones – Temporada 8 Episódio 1

É impossível não comentar sobre a série mais falada da atualidade. Começou na semana passada a última temporada de uma das séries de maior sucesso de todos os tempos: Game of Thrones. Conforme os episódios forem saindo, vamos fazendo uma resenha dos acontecimentos.

Essa é uma resenha com spoilers.

Uma sombra dos conflitos interessantes…

Assim que a série ficou “sem livros” para se apoiar, houve uma clara mudança no caminho da história. As tramas políticas, a moralidade cinza e a dificuldade de apontar um “mocinho” ou um “vilão” tornava Game Of Thrones algo único, mas bastou o material original minguar que os caminhos começaram a voltar a um clássico “bem vs mal”.

O início do primeiro capítulo fez uma volta interessante as origens. A chegada de Jon e Daenerys a Winterfell mostrou a tensão entre os líderes do norte e mesmo entre os membros da família Stark. Jon havia sido coroado Rei do Norte pelos demais nobres, mas precisou abdicar do trono para aumentar a legitimidade de Daenerys. O problema é que, a atual líder de Winterfell é sua irmã, Sansa.

E, mesmo Jon tendo abdicado de ser “Rei do Norte”, a revelação trazida por Sam, de que ele é o verdadeiro herdeiro para o Trono de Ferro tem tudo para apimentar mais as relações turvas de poder.

Jaime Lannister continua sua busca pela redenção, e é engraçado você torcer por alguém que começa a série empurrando crianças de torres. Ótimo trabalho de personagem.

Outra parte legal é a pressão que o Rei da Noite está exercendo. O final do capítulo, com Tormund e Berric descobrindo que os Caminhantes Brancos já estão na região dá uma apimentada e mostra que os líderes devem se apressar.

O reencontro de Arya e Jon foi outro ponto alto do episódio.

…mas com alguns percalços

A cena dos dragões, onde parecia apenas uma “demonstração” do que os produtores podem fazer com CGI foi desnecessária. O diálogo posterior aprofundou ainda mais essa sensação.

…cringe…

Bran é um personagem estranho e com alto potencial de estragar toda trama. Como ele é “onisciente”, nada passa despercebido. Os roteiristas criaram um negócio de “ele não pode interferir”, mas é ele quem decide quando Sam precisa informar Jon sobre a sua real origem. Isso não é interferir?

Essa imagem descreve todas as ações de Bran ao longo do episódio

Num geral, mais acertos do que erros. Nota 3 de 5

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