Review de Segunda: Eu, Robô – Isaac Asimov

No mundo de Asimov, os robôs são governados por apenas três leis.

  1. Um robô não pode ferir um ser humano, ou por inação, permitir que um humano seja ferido.
  2. Um robô deve seguir todas as ordens dadas por seres humanos, exceto em casos que entrem em contradição com a primeira lei.
  3. Um robô deve proteger a própria existência, desde que isso não entre em contradição com a primeira e segunda lei.

O conceito é bem simples, mas o quanto essas regras podem ser distorcidas? Ou manipuladas?

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A Decisão de Fred – Parte Final

Fred vestiu sua melhor camisa naquela manhã, pois sabia que deveria parecer profissional. Foi de carro, outra raridade, para garantir a pontualidade e demonstrar comprometimento, como era de se esperar.

Um Procedimento Interno não era algo a ser ignorado. Fred passou boa parte da noite, bem como o começo da manhã internalizando suas justificativas e monólogos, explicando os motivos que o incentivaram a tomar a decisão de interromper a comunicação da máquina com o sistema central. Tudo mentira, claro, mas era o que precisava ser feito para ele ter alguma chance de manter o emprego.

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A Decisão de Fred – Parte 2

Fred se virou para a segunda tela e começou a buscar as informações necessárias com a velocidade que só a prática consegue trazer. Por outro lado ele sentiu o suor na nuca, pois sabia o peso do que teria que decidir.

O primeiro paciente, Sandoval Pereira, constava na casa dos quarenta anos, sexo masculino, corte abdominal e sangramento agressivo. Estava em boa forma e, se entregue a operação tinha noventa e sete por cento de chances de sobrevivência. O cálculo mostrava 439 de Valor Integrado.

A segunda paciente, Mirtes Trindade, era uma mulher, na casa dos sessenta anos, vítima de três tiros no tronco. Tinha problemas de movimentação e fraqueza nos ossos. O computador acusava 461 de Valor Integrado, e a chance de sucesso na cirurgia era de setenta e nove por cento.

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A Decisão de Fred – Parte 1

“Paciente 458 entrando” avisou a voz metálica pelo alto falante, logo atrás da cadeira de Fred.

O analista observou em sua tela enquanto uma enfermeira magra e alta, com batom escuro e aquela velocidade calma única de profissionais de saúde, trazia a maca para dentro da sala de cirurgia emergencial. O paciente, um homem com seus quarenta ou cinquenta anos, desacordado, foi levado até o centro do recinto. Fred pôde notar que o ferimento em seu pescoço vazava sangue, apesar da bandagem enorme que cobria o corte.

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