As Crônicas da Nova República Paulista – Carga Internacional – Parte 4

Voamos até Pinheirinhos, e mais de uma vez o carro perdeu totalmente o contato com o chão, devido às imperfeições da estrada tão gasta, e, chegando na cidade, não houve a mesma reverência que tivemos antes da fronteira. Eu ainda não tinha decidido se tinha feito a escolha certa. Depois de entender que a carga eram armas, o mais certo seria retornar e deixar aquela caminhoneira sozinha. Mas eu a tinha cercado com meu acordo, e como os 400 duques em minha carteira comprovavam, ela não era uma pessoa de meias medidas, nem de descumprir acordos.

– Ali! – apontei para uma saída entre o guardrail e umas árvores feias – entre ali!

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O Segundo Turno, a Falsa Simetria e Porque vou Votar no Haddad

Salve pessoal, vamos para um texto atípico aqui no blog, um sobre política. Vejo muitas pessoas igualando Haddad e Bolsonaro nesse segundo turno e, querendo mudanças no direcionamento do país, pendendo o voto para o lado do atual deputado federal. Minha intenção não é fazer palanque eleitoral, mas jogar um pouco de luz nessa análise e tentar mostrar porque há, na minha opinião, uma falsa simetria na comparação entre os dois.

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As Crônicas da Nova República Paulista – Carga Internacional – Parte 3

A estrada ali estava terrível, e o que antes da Libertação poderia ser feito em trinta minutos demorava horas. Eddie não conseguia dirigir tão rápido quanto prometera, mas ninguém conseguiria. Cruzeiro surgiu no horizonte, um amontoado de moradias simples no meio de escombros. Se Cachoeira Paulista parecia uma ruína, Cruzeiro era apenas uma sujeira no mapa, mais um marco histórico do que uma cidade propriamente dita. Um antropólogo nunca reconheceria aquele lugar como uma habitação, mas os historiadores saberiam o significado daquele amontoado. O cerco desesperado e feroz que derrubou metade de todas as vidas perdidas na guerra.

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As Crônicas da Nova República Paulista – Carga Internacional – Parte 1

O odor da Parada Russa era uma mistura de álcool puro e cerveja barata. Seu Mauro, o dono do lugar, costumava se orgulhar, dizendo se tratar de um “boteco das antigas”, mas eu estava mais inclinado a dizer “fedendo a bar”. Nunca na frente dele, é claro, pois seria indelicadeza.

Era um lugar com muitos clientes. Apesar da localização tão ao norte da República de São Paulo, a vodca barata no cardápio garantia a presença de tantos viajantes e caminhoneiros. Combinando isso com quartos baratos, você quase conseguia fazer vista grossa para um combustível tão inflacionado. Quase. Mas um dono de estabelecimento tem que ganhar dinheiro, e eu mesmo não gastava com combustivel.

Aliás, o nome real do lugar era Lanchonete do Rio Verde, mas como não tinha rio nenhum e sobrava vodca, todo mundo conhecia como Parada Russa.

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Técnicas e Conceitos – Mostre, Não Conte

Em Escrita Criativa, existe uma máxima conhecida como “Mostre, não conte” (em inglês, “Show, don’t tell!”). A ideia básica por trás do conceito é bem simples: ao invés de descrever ao leitor os acontecimentos, mostre como os personagens (ou o mundo) estão agindo e reagindo. Dessa forma você deixa sua história mais engajante e seus personagens mais ativos, além de aproximar o leitor da cena e mantê-lo imerso na trama.

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Técnicas e Conceitos – 4 Regras para Criar um Grande Antagonista

A raiz de toda história é o conflito, seja ele ideológico, físico ou interno. Como dissemos no post sobre os Sete Passos, um herói quer alguma coisa e precisa lutar para conseguir seu objeto de desejo.

Mas com quem ele luta? Quem ou o que está impedindo o herói de conseguir o que quer?

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