Resenha: A Filha do Império – Raymond E. Feist e Janny Wurts

Quem acompanha as resenhas aqui sabe a minha predileção por fantasia. Devido a inúmeros fatores e suas incontáveis vertentes, acaba sendo meu gênero favorito e o que eu mais consumo. Por conta disso é difícil achar algo que seja realmente diferente e de qualidade. A Filha do Império foi uma feliz exceção.

Ambientado em um mundo fantástico com pitadas de cultura asiática, a história é contada em terceira pessoa por Mara, a descendente da poderosa família Acoma do Império Tsuranuanni. Devido a maquinações de rivais políticos, seu pai e seu irmão são mortos, assim como a maior parte dos soldados de sua família. Por conta disso, as responsabilidades de guiar a Casa caem sobre os ombros de Mara, uma jovem de apenas dezessete anos.

Como não estava previsto que esse seria seu papel, Mara não recebeu treinamento formal para o que o futuro a reservava. Ela toma a frente da casa em uma situação calamitosa, sem soldados, sem influência, sem aliados e cercada de inimigos.

Conflitos Tanto Imediatos Quanto de Longo Prazo

O livro tem um conflito mais amplo, mas as lutas de Mara são sempre pela sobrevivência imediata de sua Casa e da honra de seus ancestrais. Cada luta com o objetivo de assegurar sua posição e conseguir ampliar suas possibilidades num jogo político mortal e impiedoso.

É legal ver também a própria evolução da personagem, indo de uma pessoa mais insegura se tornando uma poderosa jogadora política implacável. Mas a audácia, marca desde o primeiro capítulo permanece na personagem até o fim.

Os elementos fantásticos são usados de maneira esparsa. Magia propriamente dita aparece só no final do livro. Tirando isso, o único elemento não natural é a existência de uma outra raça, os Cho-ja, uma espécie de inseto de tamanho e inteligência humana organizados em colméias.

Como é uma trilogia, com certeza lerei os próximos.

Mais um sopro de novidade nas histórias fantásticas, A Filha do Império é uma boa leitura. Nota 3 de 5.

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1 resposta a “Resenha: A Filha do Império – Raymond E. Feist e Janny Wurts”

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