Resenha: Game of Thrones – Temporada 8 Episódio 3

Depois de dois episódios criando expectativas e trabalhando os conflitos políticos, a trama estava desenhada para a grande batalha desse terceiro episódio.

Essa é uma resenha com spoilers.

A grande batalha…

Alertados por Beric e Tormund, a cidade de Winterfell se preparou para a batalha. Sem a Muralha para manter o Rei da Noite distante, as forças aliadas se organizaram para uma última resistência.

“Bora bora, todo mundo pra fora dos muros”

Bran, com seu dom de clarividência, deixa claro que a intenção do Rei da Noite é destruir toda a lembrança da vida humana, tendo portanto como principal objetivo a morte do Corvo de Três Olhos (o próprio Bran). Ou seja, o objetivo principal deve ser protege-lo.

Conveniente hein, mocinho

Com essa informação em mãos, os líderes organizam a defesa: Colocam os exércitos do lado de fora da muralha para dar combate ao exército de mortos do Rei da Noite, e usam Bran como isca para atraí-lo.

“Eu deveria ter dito que ele está atrás da Daenerys”

Como era esperado, o exército dos mortos tem um número incontavelmente maior de soldados do que as forças aliadas, e elas logo precisam recuar para dentro das muralhas.

“De quem foi a ideia de começarmos do lado de fora mesmo?”

Do lado de dentro, as coisas não parecem melhores, pois os mortos logo conseguem invadir o lugar, e a luta deixa de ser “resistência desesperada” e passa para “tentar sobreviver”.

“Tá no papo, galera! Eles são muito burros!”

Como já havíamos previsto no post anterior, o Rei da Noite ressuscita os mortos nas criptas de Winterfell, tornando o lugar que deveria ser seguro em uma armadilha de morte. Cabem a Sansa e Tyrion sobreviver no lugar fechado.

“Não se culpe, não tínhamos como prever que o cara que revive mortos reviveria os mortos!”

Após uma última carga desesperada, Theon, que estava encarregado de proteger Bran é morto pelo Rei da Noite. Ao se aproximar do clarividente para cumprir sua missão, o Rei da Noite é surpreendido por Arya, e, ao ser morto, todo o exército de mortos vivos sucumbe também.

Dica: Ao executar um “salto e esfaqueio” evite gritar para não denunciar sua posição

… mas… né?

Eu não gosto de ser o “pedante estrategista medieval”, mas para quê ter uma muralha se você vai lutar do lado de fora? Além disso, por que vai mandar os Dothraki (seus soldados mais fiéis) para uma carga no escuro em direção a morte? Por que vai manter os dragões no alto, voando sem ver a batalha direito? E depois, por que Daenerys pousou o dragão para ser atacado pelos mortos vivos?

“Alguém aqui tem experiência em combate medieval? Não? Bom, vamos no improviso mesmo”

E por que o Rei de Noite se arriscaria tanto, sabendo que sua morte levaria a destruição de todo o exército e todos os seus planos?

Muito mais plausível: “ae galera, peguem o malucão vivo. Vocês entendem que eu vou me resgarduar. Nao é covardia, é só para todo mundo não morrer de novo, caso alguma guria me esfaqueie”

A escuridão do episódio também atrapalhou bastante. Em muitas cenas era difícil ver o que estava acontecendo e quem estava envolvido.

Lembram dessa cena? Foi 90% do episódio

E um ponto necessário: uma série que teve o Casamento Vermelho ter uma batalha onde não morre nenhum “personagem principal” é injusto. Como Jon saiu daquele cerco de mortos vivos? Se aquela cena ocorresse na segunda temporada, não seria nem necessário mostrar, óbvio que Jon Snow teria virado comida de zumbi. Mas agora…

“Oh meu Deus, Jon está cercado por mortos vivos…”
“Nem mesmo eu sei como sobrevivi!”

E, acima de tudo, mesmo tendo sido uma grande batalha, com as apostas lá em cima: faltando três episódios para terminar a série, faz sentido eliminar a “maior ameaça ao mundo dos homens”? A menos que os roteiristas consigam tirar um coelho bem grande de uma cartola bem pequena de opções, tudo tende a ter um nível abaixo dos níveis de risco até então.

Cenas dos roteiristas nos bastidores

Devido ao problema da escuridão, as terríveis escolhas, à falta de coerência em relação ao resto da série, a nota é 2.5 de 5.

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1 resposta a “Resenha: Game of Thrones – Temporada 8 Episódio 3”

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