Resenha: Onde os Fracos Não Tem Vez

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“Onde os Fracos Não Tem Vez” é um filme dirigido pelos Irmãos Coen, e vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2008. Baseado na obra “Onde os Velhos Não Tem Vez” de Cormac McCarthy, venceu também os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante para o vilão e Melhor Roteiro Adaptado.

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A trama é relativamente simples. Quando Llewelyn Moss, um veterano aposentado, encontra uma maleta com dois milhões de dólares no que parece ter sido uma negociação mal conduzida do tráfico de drogas, decide ficar com o dinheiro para si. Infelizmente para ele, os donos do montante querem o valor de volta, e contratam Anton Chigurh, um assassino de aluguel, para caçar Moss e recuperar a maleta. Tudo isso é acompanhado pela lei da região, na figura do Xerife Bell, um homem muito próximo da aposentadoria.

Uma visão diferente

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Na superfície parece um clássico filme de perseguição, mas as camadas de complexidade do roteiro, baseado numa excelente obra mostram que há mais a se observar.

Uma interpretação da obra como um todo é ela ser sobre a velhice, a aposentadoria e suas inevitabilidades. Inclusive é bom lembrar que, embora o filme tenha vindo traduzido como “Onde os FRACOS não tem vez”, o nome em inglês é “Onde os VELHOS não tem vez”.

E os personagens?

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O Xerife é um bom exemplo disso. Ele, que está próximo de se aposentar, faz de tudo para encontrar Moss e prender Chigurh, mas está sempre dois passos atrás do assassino. Quando revela suas angústias, diz que se sente despreparado para o que tem que enfrentar, mostrando que está velho e não consegue acompanhar mais os tempos vindouros.

O vilão seria o destino inevitável. Repare que quase a totalidade dos alvos de Chigurh são pessoas mais velhas e/ou aposentadas. Ele caça Moss, um aposentado. Quando contratam outro matador para enfrentá-lo (outro aposentado), é o próprio Chigurh quem o caça. O Xerife sequer consegue manter o ritmo do vilão. E no final, é Chigurh quem sai vivo da história.

E, no final, quando o Xerife realmente se aposenta derrotado, e se senta para conversar com a esposa, ele a convida para um passeio. A resposta dela?

<figcaption>“Deus, não, eu não estou aposentada!”</figcaption></figure>

O final, por ser mais enigmático do que satisfatório pode não agradar a todos, mas eu gostei bastante. Nota 4.5 de 5.

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