Review de Segunda: Cujo – Stephen King

Quem não lembra da cena de Friends, de quando Rachel e Joey estão vendo Cujo na TV? Quando a Rachel esconde o rosto do peito de Joey falando que está com medo e ele responde com “Eu também”, só que pelos motivos diferentes dos dela? Cena legal né? A única coisa da nossa resenha de hoje que tem a ver com isso é que é sobre o livro que originou esse filme!

Capa do livro

O livro é de 1981 e um dos clássicos do mestre do terror. Venceu o prêmio British Fantasy Award em 1982 e virou filme (também clássico) em 1983.

Como todo bom livro o resumo é simples: um são bernardo de noventa quilos é infectado com raiva e aterroriza a região. Até ai nada demais. Mas o que diferencia Stephen King (para o bem e para o mal) é que ele consegue pegar uma idéia crua como essa e usá-la para amplificar o drama de todos os personagens envolvidos, criando uma grande história.

O são bernardo é um cão amável de uma família disfuncional, os Camber. O pai da família, Joe, é o mecânico que atende os Trenton, protagonistas, que também sofrem problemas em seu casamento. O próprio Cujo fica em segundo plano durante a primeira metade do livro, que tem o foco de mostrar os personagens e caminhar com a trama, mas não se engane. O ritmo dos capítulos é rápido e a presença do cão é algo que fica na cabeça do leitor, como um predador à espreita.

A tensão nos relacionamentos atinge um clima insustentável, que leva a um momento de ruptura e distanciamento. Esse é a hora que King nos carrega para o ponto de vista de Cujo, onde os sintomas da raiva já estão avançados – e perigosos. Quando Donna Trenton, junto com seu filho de quatro anos, Tad, tenta levar o carro para a oficina de Joe, o mesmo pifa logo na entrada do lugar, mas os Camber não estão em casa. E a última vez que vimos Cujo, ele estava na oficina…

Conclusão

Stephen King tem muitos e muitos livros, portanto é impossível que todos sejam bons. Existem obras bem fracas em sua coleção, mas Cujo não é uma delas. Nem de longe.

King ataca temas complicados, como adultério, medos infantis, alcoolismo e problemas financeiros, tudo numa visão interna de um livro de terror psicológico. Cujo vai se pintando ao longo dos capítulos como uma criatura quase indestrutível. O que ele realmente representa na obra?

Nota 3 de 5!

Um detalhe legal é que a ideia do livro veio para King quando ele de fato foi a um mecânico. Com problemas em sua moto, ele a levou até uma oficina isolada em uma estrada remota e, assim que chegou, a moto desligou e não ligava mais. Nesse momento ele viu um são bernardo enorme saindo de dentro da oficina, olhando para ele, e, logo do lado do cão, o dono do lugar com uma chave de rodas na mão.

Enquanto os dois negociavam, a uma distância de uns três metros, o cão rosnou e fez menção de avançar no escritor. O mecanico acertou o animal com a chave, o que o afastou e deixou-o distante de tudo até a hora que King foi embora.

Quando ele estava em cima da sua moto, já voltando a seu caminho original, um pensamento lhe ocorreu:

“O que aconteceria se o mecânico não estivesse lá com a chave de roda?”

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