Review de Segunda: Eu, Robô – Isaac Asimov

No mundo de Asimov, os robôs são governados por apenas três leis.

  1. Um robô não pode ferir um ser humano, ou por inação, permitir que um humano seja ferido.
  2. Um robô deve seguir todas as ordens dadas por seres humanos, exceto em casos que entrem em contradição com a primeira lei.
  3. Um robô deve proteger a própria existência, desde que isso não entre em contradição com a primeira e segunda lei.

O conceito é bem simples, mas o quanto essas regras podem ser distorcidas? Ou manipuladas?

Eu ainda não cheguei a ler a trilogia Fundação, que é considerada a maior obra de Asimov, mas acho difícil que supere esse livro. Não confunda com o filme de mesmo nome, apesar de usar algumas ideias do livro, a temática é diferente. A obra de Asimov é formada por uma série de histórias contadas por uma “psicóloga roboticista” – melhor emprego de todos os tempos – chamada Susan Calvin, onde ela mostra que, mesmo os robôs respeitando as três leis, várias anomalias ainda podem ocorrer.

A leitura é bem fluida e Asimov mostra porque é um dos mestres do gênero de Ficção Científica. Ele aborda temas complexos de maneira leve e engraçada.

Um dos pontos altos do livro é o conto sobre o robô que consegue, através da interpretação dos sinais cerebrais, saber o que as pessoas estão pensando. A premissa é bem simples e as utilidades parecem óbvias. Mas se um robô consegue ler a mente humana, ele consegue perceber que palavras e gestos podem ferir tanto quanto um ataque físico. E se palavras e gestos podem ferir, o que o robô deve responder ao ser perguntado sobre questões delicadas?

Incrivelmente contemporâneo, abordando questões mais relevantes do que nunca.

Com tantos sistemas autônomos hoje em dia, qual é o limite de atuação humano?

Nota 5 de 5.

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