Resenha: The Red Knight – Miles Cameron

The Red Knight, ou O Cavaleiro Vermelho (em tradução livre) é um livro de fantasia medieval europeia. O mundo é dividido entre as cidades e meios humanos e as criaturas e coisas pertencentes ao Selvagem, onde apenas o mais forte sobrevive e comanda.

(eu não encontrei o livro em português, então é possível que o nome das coisas na tradução oficial acabe sendo diferente

O autor mantém suas descrições o mais próximo possível dos costumes e roupas medievais, se esforçando muito em trazer uma aparência de idade média autêntica. Os problemas ao marchar um exército, as descrições das armaduras, as dificuldades de comunicação e o clima de sujeira e desconfiança são muito bem explicados (às vezes, até demais).

O livro tem uma grande gama de personagens, e normalmente a separação de capítulos é marcada pela mudança de ponto de vista. O personagem principal é o próprio Cavaleiro Vermelho, que é um jovem comandante de um grupo de mercenários contratado para um trabalho simples numa região isolada do reino. Obviamente, como estamos falando de um livro de fantasia, o trabalho acaba não sendo tão simples assim e o capitão precisa recorrer aos mais diversos artifícios para completar a missão.

Além dele, existe uma miríade de outros personagens secundários mas que são tão importantes para a trama quanto o dono do título do livro. Quando usado com maestria, uma grande quantidade de personagens enriquece a obra (vide Game of Thrones), mas no caso de “The Red Knight”, acaba travando a narrativa e dispersando o foco da trama.

O sistema de magia é bem pervasivo, resolvendo muitos conflitos e, por não ser muito claro sobre as regras e limitações dos poderes, acaba soando como um deus ex machina. Alguns confrontos deixam claro o quanto certo personagem é poderoso, por conta de sua maestria mágica, mas em outros confrontos o mesmo parece ser indefeso.

Miles Cameron

No geral é um livro que entretém, mas, por conta da incessante troca de personagens, das descrições exageradas e da resolução de conflitos através do sistema de magia, acaba ficando cansativo e, em certos pontos, tedioso.

Nota 2.5 de 5.

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